Manifesto Participacionista

8 Decembro, 2015 (01:40) | política

     A situação atual chama por uma decidida mudança de rumo na política. O nosso partido, o Partido Participacionista Democrático, está pola participação da gente nas decisões sobre as cousas. A participação da cidadania nas deliberações comuns é a base da democracia. Propugnamos a máxima participação de toda a gente em reuniões que decidam cousas sobre assuntos.

     A estrutura do estado pode precisar de participação. O nosso partido propugna o direito a decidir cousas. Queremos que a gente decida, primeiro, quando quer decidir, e, depois, o que quer decidir, sobre os assuntos que quiser a respeito do estado. Pensamos decididamente que o estado se poderia estruturar de diversas maneiras, ou não, e a gente deve ser livre para decidir sobre elas. Nós propugnamos este direito, pois as opiniões são diversas, e todas são respeitáveis.

     A participação na economia também é importante. Devemos poder participar nas formas em que se rege a economia, o emprego e o desemprego, os salários baixos e os mais altos, os salários muito baixos, os muito altos, as hipotecas e os despejos, a riqueza e a pobreza, o bem-estar e o malestar. Todas as classes e pessoas, patronais e sindicatos, na liberdade e na escravatura, devem poder participar em igualdade de participação igual. A igualdade de oportunidades de participar é a base da economia. Só a igualdade de oportunidades de participar garante o bem-estar e o malestar, a miséria e a opulência, a igualdade.

     O problema da mulher também é sério. Há mulheres e há homens. Há mais mulheres, e há violência contra elas, e há desigualdade. E há homens que são violentos e dominam. Devemos decidir, participando, mulheres e homens, homens e mulheres, e também homens que não são heterossexuais, e mulheres que não são heterossexuais, ou que são homossexuais ou bissexuais, igual que os homens. Devemos participar na igualdade para ver os problemas, falar deles, e resolvê-los.

     Ao nosso país, ou país de países, chega gente. De fora. Chega gente que poderia não chegar, mas chega. E está aqui. Alguma volta embora, mas outra fica. E é gente. De fora, mas gente. O nosso partido, o Partido Participacionista Democrático, propugna a tomada de decisões sobre esta gente. Devemos falar sobre a gente de fora que chega e fica, e decidir cousas sobre ela. Todos somos iguais, e todas também. Devemos participar para opinar sobre esta gente, que é humana.

     A guerra é terrível. Na guerra morre gente que não morreria nela se não houvesse guerra. Mas as guerras surgem porque não há paz. O Partido Participacionista Democrático não gosta das guerras onde morre gente. Mas se não há paz, a gente tem que decidir se há guerra. Propugnamos que não haja guerra, mas se tem que haver, que seja decidida decididamente, com a participação de votar. Matar não está bem, mas não matar e que te matem não está bem. A guerra é terrível.

     Por último, é claro que podemos decidir se se pode mudar a Constituição, e fazer uma Constituição diferente, na base da participação de todas e de todos, mulheres e homens, homossexuais e heterossexuais, e transexuais, patronais e sindicatos, opulentos e miseráveis, de todas as classes, a gente. Ou podemos não decidir mudar a Constituição, ou não mudá-la. O Partido Participacionista Democrático propugna a participação na tomada de decisões sobre a possibilidade de mudar ou não a Constituição, ou de deixá-la como está ou não, ou de fazer ou não uma nova Constituição que recolha a Participação como o princípio da democracia para decidirmos cousas.

     No nosso partido, o Partido Participacionista Democrático, colhemos todos e todas, todas e todos. Ninguém deve ser excluído, ninguém deve ser excluída, nenhuma pessoa deve ser excluída ou excluído. Queremos escutar a voz de todas e de todos para decidir o melhor programa para que nos votem, e, assim, participar. Porque, votando-nos, a gente vota-se a si própria. Há assuntos importantes que há que decidir. Mas não é decisão nossa decidir quais são: é a voz da gente a que deve decidir o que quer decidir.

     Participemos. Reunamo-nos, falemos, votemos e decidamos. Há assuntos importantes. Outros menos importantes. Outros, a médias. Noutros, haverá respeitáveis diferenças de opinião. Mas é a gente que decide. O Partido Participacionista Democrático respeita tanto a gente que não quer impor a sua opinião. Isso é o que fazem os partidos tradicionais, que chamam de “participação” que a gente vote nos seus programas. O programa do Partido Participacionista Democrático será o que decida a gente, toda a gente, sem diferenças, nem conflitos.

     Por isso, para começar, nas próximas Participações Gerais, oferecemos quatro opções de voto, as quatro diferentes, mas as quatro legítimas, todas participativas, todas democráticas, e portanto todas igualmente válidas.

       Porque o povo é quem mais ordena, como escreveu Kant.

V O T A
PDSC