Category: cultura

A estrela das cinco pontas cardeais

20 Maio, 2004 (00:00) | cultura, língua, vários |

Publicado no Público, suplemento Fugas, 5 Junho 2004, p. 8. Dizem que de Compostela parte um caminho que são muitos. Que tudo começou há séculos de pedra; e que quem voltar a essa cidade submergida em mineral pela mesma via, como numa Ítaca pessoal, muito mais ancião com as cousas e os pensares, achará no […]

Uma questão de cultura

12 Xuño, 2002 (00:00) | cultura, escrita, língua, literatura, mercado linguístico |

Enviado a La Voz de Galicia e a La Opinión de A Coruña; não publicado O recente Encontro Nacional sobre a Língua organizado pola Mesa pola Normalización Lingüística, a que assistiram numerosas associações culturais e de base e indivíduos, concluiu aprovando uma série de resoluções para o trabalho em favor da língua. A primeira diz: […]

Denúncia da Universidade

27 Xullo, 2000 (00:00) | cultura, mercado simbólico |

Publicado em Çopyright 83, 31 Outubro 2000 • Em Non! – crítica & intervenção • N’A Nosa Terra Desde há bastante tempo tinha vontade de escrever algo sobre a Universidade, as universidades, essa poderosa instituição tão pouco conhecida no seu funcionamento interno. Das universidades saem os líderes políticos, os professores, os juristas, economistas, doutores…: praticamente […]

Com motivo da forma

16 Novembro, 1999 (00:00) | arte, cultura, linguagem |

Prólogo para o livro-catálogo da exposição Berta Cáccamo. Pintura 1999, Galeria VGO, 26-11-1999 – 5-1-2000. Vigo: Galería VGO, pp. 12-13. Muito antes que a linguagem fosse isto tal como a conhecemos, quero imaginar que povoavam as estepes e os escassos rios clandestinos onde abrevavam os humanos formas geométricas primordiais, traços preliminares do sentido. À tarde, […]

Prólogo para o livro de Mário J. Herrero Valeiro No limiar do silêncio (poemas da estrangeirice)

25 Outubro, 1999 (00:00) | classe, cultura, língua, literatura |

Prólogo para o livro de Mário J. Herrero Valeiro No limiar do silêncio (poemas da estrangeirice), VII Prémio de Poesia Espiral Maior, Espiral Maior, Corunha, 1999. Pp. 7-12 “E vi os mortos, como quando a figueira lança os seus figos verdes, entre as águas que estavam debaixo do firmamento, águas negras, e a lua como […]

Literatura Zonal

12 Maio, 1998 (00:00) | cultura, língua, literatura, mercado simbólico |

Publicado n’O Pica-folla, Maio 1998 Imagino que, duma vez mais, será a minha uma das poucas vozes discordantes a respeito de como se vê o idioma galego e a cultura feita na Galiza. Não me importa muito, estou afeito. Não me importa “ter razão” ou “estar errado”: o que me importa é como se vai impondo […]

Exilados sem querê-lo

11 Outubro, 1996 (00:00) | cultura, língua, política |

Publicado em Çopyright 24, 15 Dezembro 1996 • N’A Nosa Terra 761, 16 Janeiro 1997, p. 27 Por primeira vez na minha vida, olhando para a corunhesa rua São Andrés desde a janela da sala, tive a clara sensação de ser um exilado, um habitante dum país inexistente que desfaz a linha das fronteiras como […]

Elites lusófonas? Oui, merci

4 Decembro, 1994 (11:59) | classe, cultura, escrita, língua, mercado linguístico, mercado simbólico, política |

Publicado em A Nosa Terra 653, 22 Dezembro 1994, p. 28 Hoje fui ao Corte Inglês e comprei os quatro compactos do cativante grupo português Madredeus. Não sei que me satisfaz mais: a sua música ou o elitismo de saber que, entre escrito e escrito ou entre cigarro e cigarro, ainda tenho tempo de escutar. […]

“Acento galego” e resistência cultural

16 Setembro, 1992 (00:00) | cultura, ideologia, língua |

Publicado em A Nosa Terra 554, 28 Janeiro 1993, p. 25 A medida que nos envolve cada vez mais provavelmente a maior contradição cultural da era moderna (a suposta unificação dos povos de Europa, que contrasta com o ressurgir das identidades locais), surpreende-me também cada vez mais viver num país que esquece gradualmente não como é, […]

Nós, os extraviados

15 Novembro, 1988 (00:00) | cultura, sociedade |

Escrito em Berkeley, EUA • Publicado em A Nosa Terra A minha geração nasceu do frio exílio das cidades. À noite baixávamos com fachos acesos por túneis improváveis, caminhávamos de espaldas à procura de sombras míticas descritas em tratados de luta, e ao sair críamos repartir o pão e a palavra dum combate que já […]