Category: racismo

A retórica da Propaganda

6 Setembro, 2006 (00:00) | discurso, ideologia, língua, política, racismo |

Publicado no Portal Galego da Língua 1. Escreve nalgures a linguista Ruth Wodak que a Propaganda é “discurso desenhado para impedir pensar”. A Propaganda é omnipresente na vida diária. Mas, como se constrói linguisticamente, discursivamente, a Propaganda? Que recursos fornecem as línguas para a Propaganda? Quisera focar-me num fenómeno pragmático (comunicativo) muito frequente na vida […]

Monarquia e racismo

10 Novembro, 2005 (00:00) | monarquia, política, racismo |

Publicado em Novas da Galiza 36 (15 Nov. – 15 Dez. 2005), p. 15 Como pode uma pessoa chamar-se socialista ou simplesmente progressista e defender ou simplesmente aceitar a monarquia? Como pode alguém justificar com critérios democráticos que a máxima representação e poder de um Estado descansem sobre alguém que os obtém ou herda em […]

Vinte barras de pão

8 Outubro, 2005 (00:00) | classe, racismo |

Publicado em Vieiros Confesso ser um sentimental. Venho de jantar no Mesón O Arrieiro (boa gente, boa comida), perto do velho piso familiar das Travessas em Vigo. Na casa, ligo a televisão para o telejornal e as imagens fazem-me, literalmente, chorar. Nómades exilados negros, aqui mal chamados “imigrantes”, percorrem a morrer o deserto branco de […]

Eucaristia

16 Novembro, 2004 (00:00) | política, racismo, violência |

Publicado em Vieiros • No Blogue de Esquerda O fedor dos corpos apodrecendo começou a fazer-se insuportável quando não havia ninguém para os enterrar. Nos pequenos jardins dos pátios interiores, os débeis sobreviventes cavaram fossas orientadas para Meca até que nem os seus braços aguentavam o trabalho. Por fim, a última pessoa viva da família […]

“Recrimíname un lusista”: Postura política e ortografia

18 Xuño, 1993 (00:00) | discurso, escrita, ideologia, língua, política, racismo |

Publicado em Galicia Literaria. Suplemento Cultural de Diario 16 de Galicia, 3 Julho 1993, p. IV As palavras, como outros instrumentos de expressão do social (os símbolos, os hinos e mesmo os números), carregam-se involuntariamente com o seu uso de conteúdos imprevistos. Poucos usuários da linguagem são alheios aos deslocamentos semânticos que imbuem às palavras […]